Sobre a reunião do CONPRESP que entregou a Serraria do Parque Ibirapuera-Uma Cidade Entregue Às Corporações

 

LANCES URBANOS (108)

Não pude falar no Conpresp hoje. Nos 15 minutos dados para serem divididos entre os inscritos, fui dando a vez,  claro, às mulheres (sempre elas!), não sobrou tempo pra mim.  E isso não foi absolutamente nada. O que eu falaria não resolveria absolutamente nada. Lavaria a minha alma, muito pouco.  Era a fala menos qualificada.  Arrisco dizer, a mais apaixonada. Porque é disso que se tratou ali:  O Conpresp, em seu juridiquês com zero paixão pela cidade, por 5 votos a 3, deu autorização para a empresa (firma, firmeca) concessionária do parque começar a explorar a serraria do Ibirapuera.  Ou não autorizou?,  fazendo sair sorrindo, cantando vitória, o representante da mesma...  Ou não é uma exploração que vai degenerar o Parque do Ibirapuera?  Degenerar???, vão dizer.  Então eu digo: já foi na Serraria?  Já viu o que é aquilo?  Sabe a história daquele patrimônio?  Sentiu a paz daquele espaço? Já viu o prédio que a tal empresa construiu para a Centauro explorar dentro do parque (e agora está vazio)? Já viu as áreas fechadas para uso exclusivo? Consenso fatual:  a serraria é o último refúgio de paz  e tranquilidade dentro do hoje acanhado, super-povoado, super-explorado por merchandising, parque do Ibirapuera. O parque todo é hoje um "sinal-dos-tempos”.  Só a Serraria e o jardim do Burle Marx em volta não é.  Ou não era... Não puder ler esse texto escrito no calor da esperança, meia hora antes.  Se tiver paciência:

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