Nesta semana, estive com o arquiteto e professor da Universidade de Pequim Kongjian Yu, chinês criador do conceito cidade-esponja: um modelo de urbanismo que aproveita a própria natureza para reter, limpar e reutilizar a água da chuva para as necessidades da cidade. Conversamos sobre a importância desse conceito em São Paulo, onde uma proposta semelhante já foi incluida no Plano Diretor desde 2002, com os parques lineares ao longo dos córregos e rios, mas que infelizmente encontra grandes dificuldades para ser implementada. Nessa perspectva, visitamos o Tiquatira, um parque linear que está compativel com o conceito de cidade-esponja. Ali, se formou uma pequena floresta urbana, graças a Hélio da Silva, que em 21 anos plantou mais de 41 mil árvores de 170 espécies diferentes. O professor ficou encantado e viu muito potencial. Lembrou que não se trata apenas de reciclar a água, mas também de usá-la para nutrir a vegetação e, a partir dela, enriquecer o solo e fertilizar árvores...