Apresentado como concessão de espaços de alimentação em 31 parques municipais, o programa põe o consumo como régua do espaço público. A defesa oficial cita como modelo a High Line de Nova York, o parque que a pesquisa urbana mais associa à expulsão de moradores, e dois exemplos paulistanos que sequer são parques . Os Polos Gastronômicos, ou qualquer nome que o projeto venha a receber, comportam-se como uma planta ornamental invasora. Crescem de forma descontrolada sobre o parque, sem considerar as particularidades do terreno sobre o qual avançam, e cobrem o que havia antes. Para entender que planta é essa, convém olhar a tumbérgia, florida por fora e sem vida por dentro. Sob essa cobertura, o parque deixa de ser o lugar de convívio aberto, à margem da casa e do trabalho, e se transforma no seu oposto, um terceiro não lugar. Continua em: Brasil de Fato