As histórias individuais dos moradores da Sousa Ramos formam um quadro de muita luta e trabalho
As histórias individuais dos moradores da Sousa Ramos formam um quadro de muita luta e trabalho. Pessoas em sua maioria migrantes que chegaram a São Paulo em situações extremamente desfavoráveis e que com muito trabalho e persistência construíram aqui as suas vidas. Mulheres que desde a infância trabalharam em “casas de família” quase sem salário e com jornadas de trabalho literalmente intermináveis, não muito distante do que chamaríamos de “condições análogas à escravidão”, vivendo em pequenos cubículos, quartinhos sem janela próximos ao tanque e à cozinha adicionados por arquitetos renomados aos projetos de apartamentos modernistas da Vila Olímpia, da Pompéia, da Vila Mariana. E que dessa situação de extrema desvantagem, de exploração extrema, souberam construir saídas e progredir, se tornaram independentes, proprietárias de suas vidas e de suas casas, casas que agora querem tirar delas de maneira ilegítima, imoral e criminosa. Essas pessoas vieram de contextos em que o acesso ...