A CPI das HIS vai acabar antes do prazo e isso é um tremendo absurdo.
A CPI das HIS vai acabar antes do prazo e isso é um tremendo absurdo.
Os vereadores da base governista fizeram uma manobra para encerrar nossas atividades sem que o trabalho tenha sido concluído. A Vitacon e a Booking – construtora e empresa de aluguel temporário – não compareceram às oitivas. Além disso, a Prefeitura não enviou a lista completa das unidades HIS que foram disponibilizadas antes de 2020.
A proposta aconteceu durante a minha ausência. Estou de licença parlamentar enquanto participo do Salão Internacional de Restauro de Ferrara, na Itália, evento que discute a preservação do patrimônio cultural. Por isso, fui representado pelo meu companheiro de bancada Dheison Silva. Justamente quando eu não estava presente, o presidente Rubinho Nunes propôs o encerramento da CPI um mês antes do prazo estipulado.
O relatório final será votado na semana que vem, sem que haja tempo para debatê-lo. Tanta pressa é muito suspeita.
Ainda teríamos tempo para ouvir quem ainda não compareceu e para cobrar da Prefeitura os dados que ainda não foram entregues.
Os vereadores Rubinho Nunes, Marcelo Messias, Murillo Lima e Isac Felix votaram a favor do encerramento dos trabalhos, enquanto Dheison foi o único voto contrário. Minha colega Silvia da Bancada Feminista não pode participar das atividades do dia.
A CPI trouxe avanços: empreendimentos que utilizam os benefícios fiscais e outorga onerosa foram identificados, o Airbnb comunicou aos proprietários que irá retirar unidades HIS da plataforma, e a Prefeitura até enviou uma lista com apartamentos de HIS e HMP, ainda que não esteja completa para a identificação de todas as unidades.
Essa manobra dos colegas vereadores é muito triste. Lutamos muito pela instalação da CPI, que foi proposta no início do ano legislativo em 2025, mas só entrou em vigor em setembro após ordem judicial. Chamamos para depor incorporadoras, órgãos públicos, plataformas de aluguel temporário e compradores. Mas agentes públicos importantes não foram ouvidos, como a secretária da SMUL (Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento).
Não vamos desistir. A CPI termina, mas as nossas cobranças
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