Proteja o Parque da Aclimação: Contra a Implementação de Polos Gastronômicos No Parque


 

Aclimação convida todos a participarem de sua 9ª reunião.

Juntos em defesa do nosso parque! 🌳🌿

@ForumVerdePermanente


A luta pela preservação do Parque da Aclimação continua

A Secretaria Municipal de Desestatização, elaborou um projeto para instalar nos Parques Municipais Restaurantes e lanchonetes. Todos sabemos que os Parques, como o da Aclimação pertencem à Secretaria do Verde e Meio Ambiente, que tem a função de proteger o verde da cidade. O Parque da Aclimação, como tantos outros, não precisa de restaurante e nem de outra forma de venda de alimentos. O local é cercado por restaurantes e lanchonetes. Uma cozinha de restaurante certamente irá poluir com óleo e lixo. Muitos frequentadores do Parque nos procuraram contrários a essa ideia, o Conselho Gestor, em reunião no final de fevereiro, foi unanime em rejeitar o projeto. A cada dia aumenta o número de pessoas contrárias ao restaurante e favoráveis à reforma da Bocha, onde teoricamente ficaria o restaurante. Na última reunião do Conselho Gestor ocorrida dia 29 de março decidiu-se fazer uma reunião extraordinária dia 12 de abril às 9h30 no Quiosque do Portão 1 para tratar exclusivamente desse problema. Entendemos que esse projeto é o primeiro passo para privatizar os Parques públicos e o risco de virarem um Shopping como aconteceu como o Ibirapuera. Uma Carta Aberta foi elaborada pelo Conselho e usuários do Parque e está circulando no bairro. Abaixo reproduzimos esse documento que é esclarecedor.

 CARTA ABERTA AOS AMIGOS DO PARQUE 

O Conselho Gestor do Parque da Aclimação, juntamente com um grupo de voluntários, tem cobrado da Secretaria do Verde e Meio Ambiente algumas ações de melhorias e preservação do Parque. 

Recentemente o Viveiro de Plantas voltou à Administração do Parque após uma luta de mais de 30 anos para retirada de uma família invasora. Apesar dessa conquista, outros problemas continuam a piorar a qualidade do verde e da água.

 Nesse período de chuvas os córregos Pedra Azul e Jurubatuba trouxeram para o Lago uma quantidade imensa de detritos. O lago está cada vez mais raso, o que é um perigo para sua sobrevivência e dos animais. 

Vários pedidos, como a r e f o r m a  d o s  B e b e d o u r o s , estudo das árvores com risco de queda, conserto do vazamento que encharca o solo do bosque (aumentando o risco de queda de árvores), recuperação da Cancha de Bocha e do pergolado anexo, revitalização do Jardim Japonês, reforma do prédio da administração (que alaga sempre que chove forte devido as telhas quebradas e calhas que não funcionam). Vale mencionar que há anos os pedidos estão sem atendimento.

 Dias atrás fomos surpreendidos com uma publicação no site da Secretaria Executiva de Desestatização e Parcerias convocando para uma Consulta Pública e uma Audiência Pública Virtual sobre um projeto denominado “Polos Gastronômicos II”, determinando a colocação de três equipamentos, um restaurante e duas barracas ou quiosques de venda de alimentos, dentro do Parque. Essa proposta não é prioridade, pois o Parque é cercado de restaurantes e lanchonetes.

Em reunião no dia 22 de fevereiro de 2026, todos os Conselheiros, suplentes e voluntários foram unânimes em rejeitar essa licitação de iniciativa da Secretaria. Fica claro que essa determinação é o primeiro passo para a privatização do Parque da Aclimação. 

Algumas questões importantes foram levantadas sobre a legalidade dessa licitação. Sobre a derrubada da cancha de bocha, CONPRESP e CONDEPHAAT precisam ser consultados, pois o Parque é Tombado. Há conflito com o Regulamento de Uso do parque, que proíbe comércio. 

Os parques estão em ZEPAM (Zonas Especiais de Preservação Ambiental). Como a exploração comercial intensiva se justifica legalmente nessas zonas segundo o Plano Diretor Estratégico (PDE)? 

Além  disso , algumas preocupações com a chegada de restaurante e essas barracas/ quiosques foram elencadas: como será feito o descarte de óleo de cozinha? Haverá separação rigorosa de lixo orgânico para evitar a proliferação de ratos, pombos, baratas que desequilibram a fauna nativa? Como será impedido que os frequentadores alimentem os animais silvestres com os produtos comprados? Haverá uso de geradores a diesel? Qual o limite de ruído permitido para as operações, considerando o impacto do som no ciclo reprodutivo e de descanso das aves e pequenos mamíferos? Como será feito o abastecimento dos polos gastronômicos (entradas de caminhões)? Isso ocorrerá em horários de funcionamento dos parques, gerando risco aos pedestres e compactação do solo? O esgoto será ligado na rede da Sabesp ou terá tanques próprios? Quais as medidas para impedir vazamentos que possam poluir o solo e as águas subterrâneas da área?

 Além do Código Sanitário, como será feita a fiscalização diária da higiene, dado que a estrutura da Prefeitura para fiscalização de parques já é reduzida? Qual será a fonte de energia (gás ou eletricidade) e como será garantida a segurança contra incêndios e explosões? A rede elétrica dos parques comportará essa demanda ou haverá necessidade de novas obras que poderão causar mais impermeabilização ou danos aos Parques? 

O Parque da Aclimação foi o 1º Zoológico de São Paulo (Décadas de 20 e 30 do século passado) e 1ª área Verde Urbana Tombada no Estado em 1985. Merece ser preservado. É o pulmão ecológico da região. Nesses tempos de mudança climática, precisamos cuidar do verde! 

Esta Carta Aberta tem como objetivo alertar os frequentadores para os problemas que envolvem a vida da fauna e flora do nosso Parque e convidar todos a participarem das reuniões do Conselho Gestor do Parque que acontecem sempre no último domingo do mês no refeitório atrás da Administração. Conselho Gestor do Parque da Aclimação e Frequentadores Voluntários do Parque da Aclimação.” 

Roberto Casseb


A matéria em formato pdf

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