Figurantes na Audiência Pública em Perus, Igual que nas Audiências Públicas pelo Túnel Sena Madureira!
Eu estou absolutamente indignado. Ontem, 31/03, durante a audiência pública sobre o incinerador de lixo de Perus, organizada pelo CONSEMA (Conselho Estadual do Meio Ambiente), recebi denúncias graves de que a participação popular estava sendo manipulada para favorecer a instalação do aparelho.
O anúncio era escandaloso. Circulava em um grupo de WhatsApp chamado “FIGURAÇÃO”, como se fosse uma chamada para plateia de programa de auditório. O “trabalho” tinha como título: “Participação em Audiência Pública, com atuação em figuração”. Isso mesmo: atuação em figuração.
Os participantes receberam R$ 170, além de um vale-alimentação de R$ 20. E havia orientação explícita: deveriam aplaudir, vaiar e se manifestar conforme instruções no local. Um roteiro pronto para simular apoio popular à instalação do incinerador.
Com ônibus fretados, essas pessoas ocuparam o espaço, dificultando a entrada de movimentos contrários ao projeto.
No momento da audiência, eu estava em agenda com o presidente Lula, mas minha equipe esteve presente e o relato é estarrecedor: superlotação, desorganização e atuação truculenta da GCM, que usou até gás de pimenta. Povos indígenas Guarani enfrentaram dificuldades para entrar e só conseguiram após muita insistência.
Isso é fraude. Isso é crime.
É revoltante que pessoas em situação de vulnerabilidade tenham sido usadas como instrumento nesse processo, como comprova o áudio que recebemos. Mas mais grave ainda é permitir que uma audiência pública, que deveria ser um espaço legítimo de escuta, seja transformada em encenação.
Estamos falando de uma decisão que impacta diretamente a vida dos moradores de Perus e o meio ambiente da cidade. E, mais uma vez, São Paulo insiste em caminhar na contramão do mundo, que já abandona incineradores e investe em soluções sustentáveis.
Diante disso, eu e outros vereadores estamos entrando com uma representação para que essa audiência seja anulada. Vamos exigir investigação rigorosa, identificar os responsáveis e buscar a devida responsabilização. E faço um apelo direto ao Ministério Público: é urgente intervir.
Não aceitaremos essa encenação.
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