CARTA ABERTA PELA MARQUISE DO IBIRAPUERA COMO ESPAÇO PÚBLICO, LIVRE E DEMOCRÁTICO

CARTA ABERTA PELA MARQUISE DO IBIRAPUERA COMO ESPAÇO PÚBLICO, LIVRE E DEMOCRÁTICO

À Prefeitura de São Paulo, Secretaria do Verde e Meio Ambiente, URBIA Parques e à população paulistana:

Nós, frequentadores do Parque Ibirapuera, entidades, movimentos, coletivos, moradores do entorno e usuários da Marquise, assinamos esta Carta Aberta para defender a Marquise do Ibirapuera como um espaço público, gratuito, aberto e democrático.

Ao longo de décadas, a Marquise foi lugar de circulação, encontro, permanência, práticas esportivas (patins, skate, bicicleta, corrida), feiras, manifestações culturais e convivência entre pessoas de todas as idades.

A proposta de novo regulamento apresentada pela Prefeitura ao Conselho Gestor do Parque ameaça os usos históricos e tradicionais da Marquise - como o skate, patins, patinetes, bicicletas e piqueniques -, indicando ainda que o espaço seja ocupado por eventos particulares e pela lógica comercial.

Esta Carta Aberta foi criada para dizer, de forma clara e simples:

Que não aceitaremos que o regulamento da Marquise seja construído sem ampla discussão e consulta pública, desconsiderando sua vocação e seus usos históricos.

  1. NOSSO OBJETIVO:

    Garantir que a Marquise do Ibirapuera continue sendo um espaço público vivo, múltiplo e acessível, onde:

    • Pessoas possam caminhar, pedalar devagar, patinar, correr, andar de skate, e encontrar amigas e amigos;
    • Crianças possam brincar;
    • Feiras, atividades culturais e esportivas possam acontecer, sem que os eventos cercados se tornem a regra;
    • A fruição pública e a acessibilidade não sejam violadas por tapumes, gradis e estruturas segregadoras.

  2. SOMOS CONTRA:

    • A proibição de skate, patins, patinetes, bicicletas e demais atividades físicas e de lazer sob a Marquise, conforme consta na minuta atual apresentada ao Conselho Gestor do Parque;
    • Que a Marquise se transforme em espaço cercado e voltado principalmente a eventos privados e exploração comercial, deixando de atender o interesse público;
    • Qualquer regra que criminalize ou discrimine pessoas em situação de vulnerabilidade que circulam pela Marquise;
    • A escrita de regulamentos sem diálogo com o Conselho Gestor e com as pessoas que frequentam o Parque e a Marquise;
    • Quaisquer cercamentos e colocação de tapumes para a realização de eventos privados sob a Marquise;
    • O excesso de estruturas de publicidade, como luminosos e quiosques comerciais, já em profusão pelo Parque.
  3. SOMOS A FAVOR:

    • De um regulamento que organize e valorize os usos da Marquise, garantindo convivência, segurança e preservação do patrimônio tombado, sem excluir ninguém;
    • De que o regulamento seja participativo, construído com o Conselho Gestor, usuárias e usuários, coletivos esportivos e culturais, movimentos e moradores do entorno;
    • De regras claras de convivência, com compartilhamento seguro do espaço para atividades físicas, culturais e econômicas, estabelecendo limites de velocidade para bicicletas, patins e skates, acompanhados de sinalização e orientação educativa;
    • De limites para número, frequência e áreas para organização de eventos sob a Marquise;
    • De que a mobilidade ativa (ir ao parque a pé, de bicicleta, patins etc.) seja valorizada como parte da experiência de usar o parque, e não como problema a ser eliminado;
    • De que piqueniques, confraternizações e encontros gratuitos, típicos de um parque público, sejam permitidos com regras de limpeza e respeito.

  4. O QUE PEDIMOS AO PODER PÚBLICO:

    • Que seja realizado um processo público e participativo de revisão do regulamento da Marquise, com nova versão apresentada ao Conselho Gestor, reuniões abertas com frequentadores do Parque e organizações, além de consultas públicas à população em geral;
    • Que as contribuições dos processos participativos sejam de fato incorporadas e consideradas em uma futura nova minuta de regulamento da Marquise;
    • Que a reabertura da Marquise garanta a manutenção dos usos históricos (patins, skate, bicicleta, danças, feiras, encontros culturais, piqueniques, assessorias esportivas etc.), com regras de convivência baseadas em compartilhamento de usos e áreas;
    • Que a agenda de eventos na Marquise seja sempre debatida e aprovada junto ao Conselho Gestor do Parque, definindo o número e a frequência de atividades particulares permitidas;
    • Que seja suspensa a aplicação de qualquer regra proibitiva da minuta ainda em discussão, especialmente a proibição total de skate, patins, patinetes, bicicletas, corridas e piqueniques sob a Marquise, até que o texto seja revisado com ampla participação social.

  5. CONVITE À PARTICIPAÇÃO:

    Esta Carta Aberta é também um convite à ação. Conclamamos pessoas, coletivos, entidades e movimentos que usam e defendem o Parque Ibirapuera a se somarem a esta mobilização e a participarem das reuniões do Conselho Gestor do Parque Ibirapuera, em especial da reunião de 10 de dezembro de 2025, às 18h30 na UMAPAZ, onde haverá um importante debate sobre o regulamento da Marquise.

  6. APOIOS RECEBIDOS:

    • Renata Falzoni - Vereadora do PSB/SP
    • Aliança Bike - Associação Brasileira do Setor de Bicicletas
    • William Mendes - Conselheiro do Parque Ibirapuera
    • Associação Viva Moema
    • Associação de Moradores da Vila Nova Conceição
    • Associação de Moradores da Vila Mariana
    • Maria Cláudia Oliveira - Conselheira do Parque Ibirapuera
    • EDU7 EVENTOS ESPORTIVOS, CULTURAIS E CASTING

Para Assinar A Carta Aberta

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